A Associação Brasileira de Medicina de Emergência (ABRAMEDE) manifesta indignação diante do episódio ocorrido na quinta-feira (26) em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Novo Hamburgo (RS), durante o qual um médico plantonista foi agredido e detido de forma indevida por agentes da Guarda Municipal enquanto estava no exercício de suas funções.
As imagens divulgadas causam perplexidade e são incompatíveis com o tipo de ambiente que deve prevalecer em unidades de saúde. Nestes locais, devem existir condições adequadas para as tomadas de decisões de médicos.
Nesse sentido, a perturbação da ordem impacta diretamente no bem-estar dos pacientes. Qualquer intervenção externa traz desorganização e instabilidade contribuindo para o aumento de risco de problemas e de insatisfação com a qualidade da assistência.
O caso em Novo Hamburgo e outros dessa natureza precisam ser apurados com rigor e responsabilização dos envolvidos.
Médicos não podem ser vítimas de violência e constrangimento quando atuam em defesa da saúde e da vida.
As autoridades competentes precisam instruir e orientar seus agentes para que abusos de poder e de autoridade não voltem a acontecer.
A ABRAMEDE, representante legítima da Medicina de Emergência no Brasil, se solidariza com o médico agredido. A entidade acompanhará os desdobramentos desse caso de agressão e continuará a atuar de modo firme e diligente na proteção dos interesses dos profissionais que trabalham na linha de frente da saúde, mesmo sob condições adversas.
São Paulo, 28 de março de 2026.
*Associação Brasileira de Medicina de Emergência (ABRAMEDE)*