Popularmente conhecido como derrame, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) acontece quando um vaso sanguíneo que leva sangue ao cérebro é obstruído ou se rompe. A interrupção do fluxo de sangue ou o sangramento priva o cérebro de oxigênio e danifica o tecido cerebral.
Segundo a Sociedade Brasileira de AVC, o Acidente Vascular Cerebral tem matado mais do que o infarto no Brasil em todos os anos recentes. A estimativa é que a incidência de AVC no país seja de 232 a 344 mil novos casos por ano, o que corresponde a cerca de 978 casos por dia, ou seja, aproximadamente um AVC a cada 1,5 a 2 minutos.
Existem dois tipos principais de Acidente Vascular Cerebral. Dados do Ministério da Saúde apontam que o AVC isquêmico corresponde a cerca de 85% dos casos e ocorre quando um vaso sanguíneo cerebral é obstruído por uma trombose ou por uma embolia. É o tipo mais comum e o principal alvo de terapias de reperfusão (restauração de fluxo sanguíneo). Já o AVC hemorrágico corresponde por 15% dos casos e ocorre quando um vaso se rompe, causando sangramento dentro do cérebro (hemorragia intracerebral) ou no espaço entre as meninges (hemorragia subaracnóidea). Embora menos frequente, apresenta maior mortalidade imediata.
Segundo a World Stroke Organization (WSO) , 70 mil brasileiros morrem da doença todos os anos. Por isso, diante de qualquer suspeita, não se deve esperar os sintomas passarem nem tentar conduzir o tratamento em casa: o atendimento de emergência é fundamental.
Quando uma alteração neurológica aparece de repente, cada minuto importa. Ao perceber fraqueza; dormência ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente de um lado do corpo; dificuldade para falar, sorrir ou compreender o que é dito; mudança súbita na visão; perda de equilíbrio; confusão mental; dor de cabeça súbita e muito intensa, sem causa aparente, é preciso acionar imediatamente o serviço de emergência.
Fatores de risco e prevenção: A hipertensão arterial é um importante fator de risco para o AVC. Também merecem atenção diabetes, colesterol elevado, tabagismo, consumo excessivo de álcool, sedentarismo, obesidade e doenças do coração.
Mudanças no estilo de vida, como a adoção de alguns cuidados no dia a dia podem contribuir na prevenção do AVC, tais como:
Os médicos emergencistas alertam: diante da suspeita de um AVC, acione imediatamente o SAMU pelo 192 — ou procure atendimento de emergência. Anote, se possível, o horário em que os sintomas começaram. Não ofereça medicamentos nem alimentos e não aguarde para ver se a pessoa melhora.