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Atuação do médico emergencista é incluída no rol da Classificação Brasileira de Ocupações
29/06/2026

O trabalho do médico emergencista acaba de ser oficialmente reconhecido no rol de médicos da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). A inclusão representa um novo marco no processo de consolidação da medicina de emergência no Brasil e acontece por atuação direta da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (ABRAMEDE), iniciada em 2022, junto ao Ministério do Trabalho e Emprego. Até então, o médico emergencista não possuía uma classificação ocupacional própria na CBO.

De acordo com a presidente da ABRAMEDE, Camila Lunardi, essa vitória reflete o avanço no reconhecimento da especialidade e, ao mesmo tempo, dos próprios emergencistas para a assistência em saúde da população brasileira. “É uma mudança que contribui para dar mais visibilidade ao papel estratégico dos emergencistas na organização das redes de atenção à saúde”, salienta.

A partir da atualização da CBO, realizada em 29 de maio, o médico emergencista passa a ser referenciado sob o código 2251-57. A numeração está integrada à categoria mais ampla dos médicos clínicos, que realizam consultas ou atendimentos médicos e tratam pacientes.

Conforme relembra o 1º Tesoureiro da ABRAMEDE, Vitor Benincá, a CBO tem como missão identificar as ocupações do mercado de trabalho, com fins administrativos. “A partir dessa mudança, os hospitais deverão atualizar seus sistemas locais e aqueles médicos que trabalham na emergência devem ser classificados como emergencistas pela CBO. Essa alteração é importante para mensurar com maior precisão o perfil da força de trabalho, por exemplo, quantos profissionais exercem a medicina de emergência e como estão distribuídos pelo País”, afirma.

Na avaliação do especialista, a inclusão do emergencista na CBO também facilita a elaboração de editais e contratos, bem como as descrições de cargos e enquadramentos ocupacionais. “É uma conquista que garante mais precisão à gestão em recursos humanos. Além disso, com esses dados em mãos, é possível aprimorar o dimensionamento das equipes e desenvolver políticas públicas voltadas à organização da rede de emergência”, concluiu ele.