Um auditório lotado acompanhou, na manhã desta quarta-feira (17), a cerimônia de abertura do IV Fórum de Medicina de Emergência do Conselho Federal de Medicina (CFM), realizado em parceria com a Associação Brasileira de Medicina de Emergência (ABRAMEDE). Além da plateia presencial, o evento também registrou mil médicos inscritos, que serão certificados por sua participação (na modalidade via Zoom), e centenas de espectadores por meio da transmissão no YouTube, aberta ao público em geral.
A presidente da ABRAMEDE, dra. Camila Lunardi, iniciou seu discurso ressaltando que a ampla adesão ao Fórum é um sinal da rápida expansão vivenciada pela medicina de emergência, que neste ano completa dez anos de reconhecimento oficial como especialidade no Brasil.
“Quando pleiteamos valorização, não estamos falando apenas em nome dos emergencistas. Nossa missão está intimamente ligada à qualidade da assistência oferecida ao paciente crítico, que, muitas vezes, chega ao departamento de emergência justamente no momento mais delicado da sua vida”, salientou.
Em sua fala, o presidente do CFM, dr. José Hiran da Silva Gallo, corroborou a relevância inegociável dos emergencistas, reconhecidos por seu compromisso e sua competência ao lidar com a saúde humana em situações limites, destacando a importância de uma formação sólida para o adequado exercício da medicina.
“Quando plenamente capacitado, o médico é responsável por salvar vidas. Atualmente, o CFM está empenhado em garantir a qualidade dos formandos por meio do Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed). Não é possível admitir que existam médicos atendendo sem qualificação. Esse reconhecimento é necessário para que o País conte com uma assistência eficiente e segura para o paciente”, pontuou.
Por sua vez, o coordenador da Câmara Técnica de Medicina de Emergência, dr. Estevam Rivello Alves, reafirmou a qualidade e a riqueza da programação do Fórum, cujo tema central discute o “Passado e o futuro da medicina de emergência”.
Espero que esse Fórum seja terreno fértil para aprendizados e trocas de experiências. O nosso intuito é contribuir no aprimoramento de estratégias para superar os desafios que ainda pairam sobre a especialidade, como a falta de infraestrutura de muitos serviços e a falta de valorização dos médicos e das equipes que atuam nas emergências”, frisou.