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ABRAMEDE orienta população da Zona da Mata sobre prevenção de doenças após chuvas intensas e enchentes em Minas Gerais
27/02/2026

Diante das fortes chuvas que atingem os municípios da Zona da Mata mineira, com registro de alagamentos, deslizamentos e pessoas desalojadas em várias cidades, sobretudo em Juiz de Fora, a Associação Brasileira de Medicina de Emergência (ABRAMEDE) divulgou uma lista com as principais recomendações para prevenir doenças e reduzir riscos à saúde da população afetada. As orientações são baseadas em evidências científicas e na experiência prática dos médicos emergencistas que atuam em serviços de pronto-atendimento e de resposta a desastres.


ATENÇÃO AO CONSUMO DE ÁGUA - A principal recomendação dos emergencistas é quanto ao consumo de água. Em áreas onde o abastecimento possa ter sido comprometido, a orientação é utilizar exclusivamente água mineral engarrafada ou proveniente de fonte segura. Na impossibilidade de consumir água mineral, é necessário realizar o procedimento de desinfecção caseira da água. Para tanto, é possível aplicar a seguinte fórmula: a cada um litro de água, utilizar duas gotas de solução de hipoclorito de sódio a 2,5%, deixando a mistura repousar por 30 minutos.


Além disso, alimentos que tiveram contato com a água da enchente devem ser descartados. Utensílios domésticos, pisos e caixas d’água precisam ser higienizados adequadamente para evitar contaminação.
De acordo com a presidente da ABRAMEDE, Maria Camila Lunardi, eventos climáticos extremos impactam diretamente a saúde pública. “Após enchentes e alagamentos, observamos aumento do risco de doenças como leptospirose, hepatite A, tétano acidental e infecções gastrointestinais. Também crescem os casos de problemas respiratórios, acidentes com animais peçonhentos, traumatismos, afogamentos e choques elétricos”, alerta a emergencista.


A ABRAMEDE orienta que os moradores das localidades atingidas fiquem atentos a sintomas como febre, diarreia, vômitos, dores no corpo, fadiga, dor abdominal ou amarelamento da pele e dos olhos. Aqueles que tiveram contato direto com a água da enchente devem observar especialmente sinais sugestivos de leptospirose, como febre alta, dor muscular intensa (principalmente nas panturrilhas) e dor de cabeça. Nesses casos, deve-se procurar atendimento médico imediatamente.


Confira a seguir as outras recomendações da ABRAMEDE, com foco na população afetada por enchentes e deslizamentos:


- Em caso de chuva forte, saia de locais de risco o mais rápido possível;
- Ao enfrentar uma inundação, se possível, proteja-se com botas plásticas, roupas resistentes e luvas. Se necessário, não hesite em pedir ajuda aos órgãos públicos e não se coloque em situações de risco;
- Desligue a energia elétrica em imóveis alagados;
- Em caso de resgate, sinalize o lugar no qual você se encontra pendurando um pano vermelho ou lanterna no local para auxiliar a identificação por parte da equipe de resgate;
- Caso sua caderneta de vacinação esteja desatualizada, vacine-se o mais rápido possível. Essa orientação vale para crianças e adultos;
- Em todo o tempo, observe as recomendações das autoridades sanitárias e da Defesa Civil, evitando o pânico ou iniciativas individuais.


GESTÃO EM SITUAÇÃO DE CRISES - Além das orientações à população, a ABRAMEDE reforça que a preparação dos serviços hospitalares é decisiva para reduzir as mortes e complicações em cenários de enchentes e desastres climáticos. Em parceria com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), a entidade disponibiliza o documento “Resposta hospitalar a desastres”, que orienta gestores e equipes sobre organização de fluxos, ampliação da capacidade instalada e definição clara de papéis no comando das operações. O Guia traz um roteiro prático para estruturar planos de ação, com foco na alocação de recursos, além da adoção de protocolos de triagem que permitam priorizar casos conforme o grau de gravidade. CLIQUE AQUI PARA ACESSAR!